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Medalius · Santos · Brígida da Suécia
B. Brígida da Suécia
Dia de festa
23 de julho
Status canônico
Santo · canonizado por Bonifácio IX
Santo

Brígida da Suécia

Copadroeira da Europa · Séc. XIV
Lugar: Roma
Estado de vida: religioso, viuva
Padroados: Suécia · Copadroeira da Europa · Marinheiros

Santa Brígida da Suécia (c. 1303–1373) foi uma mística, esposa e mãe de oito filhos que, após a viuvez, fundou a Ordem do Santíssimo Salvador (Brigidinas). Conselheira e admoestadora de reis e papas, lutou pelo retorno do papado de Avignon a Roma e deixou as célebres “Revelações Celestes”. Foi canonizada em 1391 e proclamada copadroeira da Europa por São João Paulo II em 1999.

A vida

Infância, formação e vocação

Brígida (em sueco Birgitta) nasceu por volta de 1303, em Finsta, na província de Uppland, Suécia. Era filha de Birger Persson, governador e juiz provincial (lagman) de Uppland e um dos mais ricos proprietários do reino, e de Ingeborg Bengtsdotter; a família pertencia à alta nobreza, próxima da Casa reinante. Desde os sete anos de idade manifestou impressões e iluminações religiosas extraordinárias, sinal precoce de sua vocação mística. Após a morte da mãe (c. 1315), foi educada por uma tia que assumiu seu cuidado, recebendo sólida formação cristã.


Vida adulta e missão

Em 1316, aos treze anos, casou-se com Ulf Gudmarsson, então com dezoito anos e mais tarde governador da província de Närke (Nericia). O matrimônio, feliz e duradouro, foi abençoado com oito filhos, entre eles Santa Catarina da Suécia. Mulher de grande influência, foi chamada à corte do rei Magno IV Eriksson para acolher e introduzir a jovem rainha Branca (Bianca) de Namur na cultura sueca, sobre quem adquiriu progressiva ascendência. Por volta de 1341, em companhia do marido e de familiares, peregrinou a Santiago de Compostela; ao regresso, o casal amadureceu o propósito de viver em continência. Em 1344, Ulf faleceu no mosteiro cisterciense de Alvastra. Viúva, Brígida distribuiu seus bens aos pobres e estabeleceu-se junto a Alvastra, onde se intensificaram as revelações divinas que a acompanhariam por toda a vida, ditadas e traduzidas para o latim por seus confessores, o mestre Mateus de Linköping e o prior Pedro (Petrus Olavi). Em 1349 partiu para Roma, onde permaneceria até a morte, salvo nas peregrinações, com o intuito de obter do papa a aprovação da Regra de uma nova ordem religiosa — a Ordem do Santíssimo Salvador (Brigidinas), cujo mosteiro-mãe em Vadstena foi ricamente dotado pelo rei Magno e pela rainha (1346); o Papa Urbano V confirmou a Regra em agosto de 1370. Movida por uma visão, peregrinou ainda à Terra Santa (1371–1373).


Lutas e desafios

Brígida foi voz profética e incômoda de seu tempo. Dirigiu repreensões e exortações a reis e papas, instando com veemência os pontífices, sobretudo Urbano V e Gregório XI, a devolver a Santa Sé de Avignon a Roma. Suas mensagens proféticas, fruto das revelações, encontraram tanto acolhimento quanto oposição e desconfiança. Faleceu sem ver o regresso definitivo do papado: morreu antes de Gregório XI retornar de modo estável a Roma.


Últimos anos e legado

Pouco depois de voltar da Terra Santa, Brígida morreu em Roma, a 23 de julho de 1373. No ano seguinte (1374), seus filhos Santa Catarina e Birger conduziram seus restos mortais em longa viagem por terra até o mosteiro de Vadstena, na Suécia, onde foi sepultada e cujo culto logo floresceu. Foi canonizada em 7 de outubro de 1391 pelo Papa Bonifácio IX. Suas Revelações Celestes tiveram enorme repercussão na espiritualidade medieval, e sua ordem difundiu-se pela Europa. Em 1999, o Papa São João Paulo II proclamou-a copadroeira da Europa, ao lado de Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), na Carta Apostólica Spes Aedificandi.

Contexto

O contexto em que viveu

Santa Brígida da Suécia viveu no conturbado século XIV, uma das épocas mais dramáticas da história da Europa e da Igreja. Quando ela nasceu, por volta de 1303, o cristianismo ocidental já caminhava para uma de suas maiores crises institucionais: em 1309, o Papa Clemente V transferiu a sede pontifícia de Roma para Avignon, no sul da França, dando início ao período que ficaria conhecido como o “Cativeiro de Avignon” ou “Cativeiro Babilônico” do papado, durante o qual sete papas sucessivos, em sua maioria franceses, residiram fora de Roma por quase setenta anos.

Esse afastamento dos papas da Cidade Eterna deixou Roma decadente e abandonada, e tornou-se a grande causa da vida de Brígida: como mística e mensageira, ela passou a insistir, em suas revelações e em cartas dirigidas aos próprios pontífices, pelo retorno do papa a Roma e pela reforma dos costumes do clero. Sua voz somou-se à de Santa Catarina de Sena no mesmo apelo. O papado só voltaria definitivamente a Roma em 1377, com Gregório XI, quatro anos após a morte de Brígida; e logo depois, em 1378, abriu-se o Grande Cisma do Ocidente, com dois e depois três pretendentes ao trono de Pedro, ferindo gravemente a unidade da Igreja.

Foi também o século da catástrofe demográfica: entre 1347 e 1351, a Peste Negra varreu a Europa, ceifando entre um terço e metade da população. A epidemia chegou à própria Suécia por volta de 1350, matando cerca de um terço dos habitantes do reino. Brígida atravessou uma Europa assolada pela peste justamente quando peregrinou a Roma para o Jubileu de 1350. A mortandade abalou as estruturas sociais e econômicas e alimentou um clima de angústia, penitência e busca religiosa que marcou a espiritualidade do tempo.

Paralelamente, em 1337 começara a longa Guerra dos Cem Anos entre a Inglaterra e a França, conflito que ensanguentaria o continente por mais de um século e que ajudava a prender os papas franceses a Avignon. No Norte, a Suécia medieval era governada por Magno IV Eriksson (rei de 1319 a 1364), em cuja corte a jovem Brígida serviu como principal dama de honra da rainha Branca de Namur.

Nesse cenário de crise da cristandade — papado exilado, peste, guerra e relaxamento dos costumes —, floresceu também um intenso misticismo e um anseio de reforma. Brígida da Suécia foi uma das figuras centrais desse movimento: viúva e mãe de oito filhos, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador (Brigidinas), conselheira de papas e reis, fez de sua vida uma ponte entre o extremo norte da Europa e Roma, e por isso João Paulo II a proclamaria, em 1999, copadroeira de todo o continente europeu.

Iconografia

Como reconhecer Brígida da Suécia na arte sacra

Os atributos visuais consolidaram-se na Idade Média e distinguem o santo nas obras sacras.

📖
Livro das Revelações
Seu principal atributo: o livro de suas Revelações Celestes (Revelationes), as visões místicas que registrou ao longo da vida. Quase sempre aparece nas mãos dela ou sobre a escrivaninha, identificando-a como mística e autora.
🖋️
Pena e tinteiro
A pena de ganso e o tinteiro, com os quais é mostrada escrevendo ou ditando suas revelações. Junto com o livro, são seus símbolos identificadores por excelência, ligados ao ato de registrar as visões.
👑
Coroa brigidina das Cinco Chagas
A coroa de linho branco com cinco pontos vermelhos (na regra, três faixas de metal com cinco pedras vermelhas) usada pelas freiras de sua ordem, representando as Cinco Chagas que Cristo sofreu na Cruz. É o sinal distintivo da Ordem do Santíssimo Salvador (Brigidinas).
🧕
Véu branco
Brígida mesma, viúva e fundadora, é quase sempre representada de véu branco sobre a cabeça (em vez da coroa brigidina), sinal de seu estado de viúva consagrada e religiosa.
✍️
Escrivaninha
Elemento comum em sua iconografia, referindo-se não só à Regra que recebeu, mas a suas muitas obras visionárias e à correspondência com as grandes figuras de seu tempo.
🥾
Bordão de peregrina
O cajádo de peregrina sustentando o chapéu e a esclavina/sacola, por vezes com a insígnia da verônica (a face de Cristo), aludem às suas peregrinações a Compostela, Jerusalém e Roma.
🐚
Concha de Santiago
A vieira (concha de Santiago de Compostela), atributo do peregrino, ligada à sua peregrinação a Santiago.
🕯️
Vela acesa
Às sextas-feiras deixava cair gotas de cera ardente de uma vela sobre a própria carne, deixando feridas, em devoção penitente à Paixão de Cristo. A vela aparece como atributo de sua penitência.
❤️‍🔥
Coração inflamado com a cruz
Um coração ardente, ou marcado com uma cruz vermelha, expressando seu amor ardente e a devoção à Paixão do Senhor; aparece também como cinco pequenas chamas vermelhas (as Cinco Chagas).
🧥
Hábito brigidino
O hábito religioso simples (de lã escura/cinza-acinzentada) da ordem que fundou, vestido com o véu e, nas freiras, a coroa das Cinco Chagas.
👶
Visão da Natividade
Cena recorrente em sua iconografia: a visão que teve em Belém do Menino Jesus nascido nu e radiante, adorado de joelhos por Maria — visão brigidina que mudou a iconografia ocidental da Natividade (Adoração do Menino).
Cronologia

Linha do tempo

Eventos do santo à esquerda, eventos do mundo à direita — para situar a vida na história.

Vida do santo Mundo no mesmo período
1303
Nascimento em Finsta, na Suécia
Brígida (Birgitta Birgersdotter) nasce por volta de 1303, em Finsta, na província sueca de Uppland, filha de Birger Persson, rico governador e legislador (lagman) de Uppland, e de Ingeborg Bengtsdotter.
1309
Início do Papado de Avignon
O Papa Clemente V transfere a sede do papado de Roma para Avignon, no sul da França, dando início ao chamado Cativeiro de Avignon, que manteria os papas fora de Roma por quase setenta anos.
1316
Casamento com Ulf Gudmarsson
Aos treze anos, Brígida casa-se com o nobre Ulf Gudmarsson, futuro governador da província de Närke. A união, feliz e devota, durou cerca de vinte e oito anos e dela nasceram oito filhos, entre eles Santa Catarina da Suécia.
1337
Início da Guerra dos Cem Anos
Começa o longo conflito entre a Inglaterra e a França pela sucessão ao trono francês, que devastaria a Europa por mais de um século e contribuía para manter os papas franceses em Avignon.
1341
Peregrinação a Santiago de Compostela
Brígida e o marido Ulf empreendem uma longa peregrinação ao túmulo do apóstolo Tiago, em Santiago de Compostela. No regresso, o casal amadurece o propósito de viver em continência e maior consagração a Deus.
1344
Viuvez e vida de penitência em Alvastra
Com a morte de Ulf no mosteiro cisterciense de Alvastra, Brígida torna-se viúva e abraça uma vida de penitência, oração e pobreza. A partir daí intensificam-se as revelações divinas que a acompanhariam até o fim.
1346
Fundação do mosteiro de Vadstena
Brígida funda a Ordem do Santíssimo Salvador (Brigidinas), cujo mosteiro principal, em Vadstena, é ricamente dotado pelo rei Magnus Eriksson e pela rainha. Era um mosteiro duplo, com comunidades separadas de monjas e monges.
1347
A Peste Negra varre a Europa
Entre 1347 e 1351, a Peste Negra dizima entre um terço e metade da população europeia. Por volta de 1350 a epidemia atinge a própria Suécia, matando cerca de um terço dos habitantes do reino.
1349
Partida definitiva para Roma
Brígida deixa para sempre a Suécia e parte em peregrinação a Roma, atravessando uma Europa assolada pela peste, para participar do Jubileu e buscar do papa a aprovação da Regra de sua nova Ordem.
1350
Jubileu de 1350 em Roma
Brígida participa do Ano Santo de 1350 em Roma, cidade que então encontrava decadente pela ausência dos papas. Fixa residência na cidade e dali clama incansavelmente pelo retorno do pontífice à Cidade Eterna.
1370
Aprovação da Regra pelo Papa Urbano V
Em 1370, o Papa Urbano V confirma a Regra da Ordem do Santíssimo Salvador, durante sua breve tentativa de restabelecer o papado em Roma, coroando um dos grandes empenhos da vida de Brígida.
1371
Peregrinação à Terra Santa
Já idosa, Brígida realiza sua maior aspiração e parte em peregrinação à Terra Santa, acompanhada dos filhos Catarina, Carlos e Birger. Carlos morre em Nápoles durante a viagem, mas Brígida prossegue e visita os lugares santos de Jerusalém.
1373
Morte em Roma
De volta da Terra Santa, Brígida morre em Roma em 23 de julho de 1373, antes que o Papa Gregório XI tivesse retornado definitivamente para a Cidade Eterna.
1374
Translação dos restos mortais a Vadstena
No ano seguinte à sua morte, os filhos Birger e Catarina trasladam os restos mortais de Brígida da Itália para a pátria, depositando-os no mosteiro de Vadstena, berço de sua Ordem.
1377
Retorno do papa a Roma
O Papa Gregório XI traz definitivamente a sede pontifícia de volta de Avignon para Roma, realizando o anseio que Brígida tanto havia clamado — embora ela já tivesse falecido quatro anos antes.
1378
Grande Cisma do Ocidente
Após a morte de Gregório XI, a eleição disputada de dois papas rivais abre o Grande Cisma do Ocidente, em que dois e depois três pretendentes reivindicam o papado, ferindo a unidade da Igreja por décadas.
1391
Canonização por Bonifácio IX
Em 7 de outubro de 1391, o Papa Bonifácio IX canoniza solenemente Brígida, reconhecendo a santidade de sua vida e a autenticidade de sua missão profética junto à Igreja.
1999
Proclamada copadroeira da Europa
Em 1º de outubro de 1999, na carta apostólica Spes Aedificandi, o Papa João Paulo II proclama Santa Brígida da Suécia copadroeira da Europa, ao lado de Santa Catarina de Sena e de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein).
Milagres

Milagres atribuídos à sua intercessão

Sinais e prodígios atribuídos à intercessão do santo, registrados pela tradição e pelos processos da Igreja.

Recebimento de relíquia do Apóstolo Tomé

Durante uma visita às relíquias do Apóstolo Tomé em Ortona, um fragmento de osso saltou da caixa para as mãos da santa após uma revelação e aparição do próprio Apóstolo.

1373

Cura do pescoço disforme de Agnes de Contessa

Uma mulher, que nasceu com o pescoço grande e disforme, teve a enfermidade atenuada e restaurada à conformidade após tocar com devoção as mãos da santa falecida com seu próprio cinto e aplicá-lo ao pescoço.

1373

Restauração da saúde da monja Francisca de Sabellis

Uma monja que sofria de debilidade estomacal há dois anos recuperou a saúde plena após suplicar e passar a noite junto ao féretro da santa.

1373

Ressurreição de bebê devolvido à vida

Após dar à luz um bebê morto, uma mulher da diocese de Lincepensis implorou pelos méritos da santa e fez um voto, fazendo com que o bebê aquecesse e retomasse plenamente a vida.

Suas contribuições à teologia

O núcleo da mensagem de Santa Brígida é a contemplação amorosa do mistério da Paixão e da humanidade de Cristo: como recordou São João Paulo II, a Santa foi constantemente inspirada pelo mistério da Paixão e morte de Cristo e nunca se cansava de contemplar a face do Crucificado. A partir dessa contemplação, suas Revelações Celestes descrevem a vida de Cristo e da Virgem com vívido realismo afetivo, fazendo da humanidade do Salvador o caminho para a sua divindade.


A devoção à Virgem Maria é inseparável dessa espiritualidade: Brígida foi sempre profundamente devota a Maria, e sua visão da Natividade em Belém — o Menino nascido sobre a terra, nu e resplandecente, adorado de joelhos pela Mãe — exprime a contemplação simultânea da maternidade virginal e da humildade do Verbo encarnado.


Esse amor a Cristo desembocava na profecia e no zelo pela reforma da Igreja: Brígida dirigia severas admoestações sobre a reforma moral do povo cristão e do próprio clero e suplicou insistentemente o retorno do Papa de Avignon a Roma. A Igreja, contudo, reconheceu a sua santidade sem nunca se pronunciar sobre as suas revelações individuais, aceitando a autenticidade global da sua experiência interior — testemunho de como a revelação privada se subordina sempre ao discernimento da Igreja.

Espiritualidade

Espiritualidade e carisma

Escola espiritual

Mística brigidina (espiritualidade da Paixão)

Corrente de espiritualidade que nasce da experiência mística de Santa Brígida e do seu Mosteiro de Vadstena, marcada pela contemplação afetiva da Paixão e da humanidade sofredora de Cristo, por intensa devoção mariana e pela leitura das Revelações Celestes (Revelationes). Brígida não foi monja de claustro: viveu primeiro como esposa e mãe, depois como viúva, e enfim como fundadora de uma nova forma de vida consagrada. Sua mística une oração intensa, estudo da Sagrada Escritura, mortificação e obras de caridade aos pobres e enfermos, e desemboca em forte sentido profético de reforma da Igreja e do clero.

Como se vive hoje

Proclamada copadroeira da Europa por São João Paulo II em 1999, Santa Brígida é hoje apresentada como modelo da santidade dos leigos e, em particular, da mulher: santa que percorreu todos os estados de vida — esposa, mãe e educadora dos filhos, depois viúva e, por fim, fundadora. Sua figura mostra que a vocação familiar e a vida no mundo são caminho pleno de santidade. É também ponto de referência ecumênico: venerada por católicos e luteranos na Suécia, é invocada como sinal de reconciliação cristã na Europa.

Família espiritual

Ordens, congregações e movimentos

Famílias religiosas que se reconhecem herdeiras do santo.

1346

Ordem do Santíssimo Salvador (Brigidinas / O.Ss.S)

Ordem fundada por Santa Brígida, cujo mosteiro-mãe em Vadstena (Suécia) foi ricamente dotado pelo rei Magnus e sua rainha em 1346. Concebida como um mosteiro duplo: uma comunidade de monjas e uma de religiosos/sacerdotes vivendo em recintos separados sob uma mesma igreja, governados por uma abadessa — disposição que honra a Virgem Maria como cabeça dos Apóstolos.

1370

Regra do Santíssimo Salvador (Regula Salvatoris)

A Regra que Brígida disse ter recebido por revelação foi confirmada pelo Papa Urbano V em agosto de 1370, dando aprovação canônica à sua congregação. O mosteiro de Vadstena passou a ser o berço e a casa-mãe da Ordem.

Santa Catarina da Suécia (de Vadstena)

Filha de Santa Brígida (uma dos seus oito filhos) e sua mais próxima colaboradora em Roma. Após a morte da mãe, levou os restos mortais de Brígida de volta à Suécia e dirigiu a comunidade de Vadstena, formando-a na Regra escrita pela mãe, tornando-se sua primeira superiora. Morreu em Vadstena em 24 de março de 1381; é venerada como santa (festa em 24 de março), com o nome inscrito no Martirológio Romano.

1911

Irmãs Brigidinas (ramo refundado por Santa Maria Elisabeth Hesselblad)

Ramo ativo e renovado da Ordem do Santíssimo Salvador, refundado pela sueca convertida Maria Elisabeth Hesselblad, que recebeu suas primeiras companheiras em 1911 e obteve plena aprovação pontifícia em 1940. Dedicado à hospitalidade e à oração pela unidade dos cristãos do Norte com a Igreja de Roma. Hesselblad foi canonizada pelo Papa Francisco em 2016.

Obras escritas

Suas obras principais

Obras de maior densidade e influência, com links diretos para o Codex quando disponíveis.

Revelações Celestes

Revelationes Caelestes · c. 1344–1373 — 8 livros (Liber caelestis); ditadas em sueco e vertidas ao latim

Obra-prima de Santa Brígida: oito livros de revelações místicas recebidas a partir de 1344, ditadas por ela aos seus confessores-secretários (mestre Mateus de Linköping e o prior Pedro/Petrus Olavi de Alvastra), que as traduziram do sueco para o latim. Apresentam-se ora como diálogos entre as Pessoas divinas, a Virgem e os santos, ora como visões e ensinamentos sobre a vida e os mistérios de Cristo. O Livro VIII reúne revelações de caráter político, dirigidas a reis e papas.

Revelações Suplementares

Revelationes Extravagantes · compiladas após 1373 (póstumas) — c. 116 revelações

Suplemento às Revelações: coletânea de revelações dispersas, situadas à margem do corpo principal e deixadas de fora da edição da canonização. Organizadas postumamente, reúnem cerca de 116 revelações de temas variados.

Sermão Angélico

Sermo Angelicus · c. 1353–1354 (Roma)

Conjunto de lições, ditadas a Brígida por um anjo, sobre a excelência da Virgem Maria. Compõe-se de capítulos lidos no ofício das Matinas pelas monjas brigidinas, formando um louvor mariano ligado à vida da Mãe de Jesus. Título pleno nas edições: Sermo angelicus de excellentia Virginis Mariae.

As Quatro Orações

Quattuor Orationes · século XIV

Quatro orações compostas por Santa Brígida em louvor à Virgem Maria e a Jesus Cristo. Transmitidas com o corpus brigidino (sob o título Orationes quattuor) em quase todos os manuscritos latinos e nas primeiras edições impressas.

Regra do Santíssimo Salvador

Regula Salvatoris · recebida c. 1346; confirmada pelo Papa Urbano V em agosto de 1370

Regra da Ordem do Santíssimo Salvador (brigidinas), que Brígida afirmou ter recebido de Cristo em revelação. Norteia a vida monástica de monjas e monges sob a autoridade da abadessa. A Regra da congregação foi confirmada pelo Papa Urbano V em agosto de 1370.

Liturgia

Como a Igreja celebra Brígida da Suécia

Categoria litúrgica
Memória facultativa
Cor litúrgica
Branco
Dia
23 de Julho
Coleta própriaMissal Romano — Coleta da memória de Santa Brígida (23 de julho)
Para rezar

Oração a Brígida da Suécia

Ó Deus, que conduzistes Santa Brígida da Suécia por diferentes caminhos da vida e admiravelmente lhe ensinastes a sabedoria da Cruz, enquanto ela contemplava a Paixão do vosso Filho, concedei-nos, nós vos pedimos, que, caminhando dignamente segundo a nossa vocação, em todas as coisas vos busquemos. Por nosso Senhor Je...

Liturgia da Igreja (Coleta do Missal Romano, memória de Santa Brígida, 23 de julho)
Novena

Novena a Brígida da Suécia

Esta novena conduz nove dias de oração na companhia de Santa Brígida da Suécia (c. 1303–1373), mística, esposa e mãe, peregrina, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador e copadroeira da Europa. Seguindo os caminhos por onde Deus a guiou — da vida de família à viuvez, das peregrinações às revelações e à contemplação da Paixão de Cristo —, pedimos a graça de buscar a Deus em todas as coisas e de carregar com amor a nossa cruz de cada dia. Reza-se de 14 a 22 de julho, encerrando na véspera de sua festa, em 23 de julho. Cada dia traz um tema da vida da Santa, um versículo da Sagrada Escritura, uma breve meditação e uma oração final.

Rezar a novena no Pocket Terço
I.

Infância e as primeiras visões

1Sm 3,10 — "Veio o Senhor, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: Samuel! Samuel! Falai — respondeu..."

II.

Esposa e mãe de família

Sl 127(126),1 — "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cida..."

III.

A peregrinação a Santiago de Compostela

Hb 11,13 — "Foi na fé que todos morreram. Embora sem atingir o que lhes tinha sido prometido, viram-no e o sauda..."

IV.

Viuvez e entrega total a Deus

Lc 2,37 — "Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oite..."

V.

As revelações divinas

Am 3,7 — "Porque o Senhor Iavé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos."

VI.

Fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador

Mt 25,21 — "Disse-lhe seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito..."

VII.

Profecia, oração pela Igreja e chamado à reforma

Mt 16,18 — "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não..."

VIII.

Apaixonada pela Paixão de Cristo

Gl 6,14 — "Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela..."

IX.

Morte santa e glória de copadroeira da Europa

Mt 16,24 — "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me."

Devoções populares

Como o povo reza a Brígida da Suécia

Tríduos, novenas, ladainhas, medalhas e tradições locais que mantêm viva a presença do santo na piedade popular.

Práticas devocionais

Tríduos, novenas e ladainhas

  • Devoção brigidina à Paixão de Cristo — Marca central da espiritualidade de Santa Brígida e de sua Ordem é a contemplação amorosa da Paixão e das chagas de Cristo. Inspirada em suas Revelações e na sabedoria da Cruz que recordou desde a infância, essa devoção difundiu meditações sobre os sofrimentos do Senhor e alimentou a piedade passionista de muitos fiéis ao longo dos séculos.
  • As Quinze Orações de Santa Brígida (com ressalva) — As Quinze Orações (Quindecim Orationes), meditações sobre a Paixão ligadas à tradição brigidina, gozaram de grande popularidade devocional. As orações em si nunca foram condenadas, mas as promessas extraordinárias associadas a elas têm origem não comprovada: por Monitum do Santo Ofício de 28 de janeiro de 1954, os bispos foram orientados a não permitir a publicação de escritos que contivessem tais promessas. Recomenda-se, portanto, rezá-las sem dar crédito às promessas apócrifas.
Sacramentais

Medalhas e escapulários

  • Veneração das relíquias em Vadstena — As relíquias de Santa Brígida foram trasladadas para a abadia de Vadstena, casa-mãe da Ordem brigidina, onde são veneradas até hoje (na chamada Igreja Azul, em relicário). O lugar tornou-se cedo um importante centro de veneração e devoção à fundadora.

Tradições populares por região

Como o santo é vivido na piedade popular no mundo lusófono e além.

SE Suécia

Vadstena é destino de peregrinação ligado a Santa Brígida desde a Idade Média. A cada 23 de julho celebra-se a festa da Santa, com Missa solene na igreja da abadia, procissão e homenagem às suas relíquias, reunindo fiéis em torno da padroeira da Suécia.

SE Suécia

Na Suécia, 23 de julho é o dia onomástico de Birgitta no calendário tradicional de nomes, herança do calendário dos santos. A data mantém viva, na cultura sueca, a memória de sua mais célebre mística medieval.

Mensagem

O que Brígida da Suécia nos diz hoje

"Mas tu, a filha que escolhi para mim e com quem agora falo em espírito: ama-me com todo o teu coração — não como amas teu filho, tua filha ou teus pais, mas mais do que tudo no mundo. Pois eu te criei e não poupei nenhum dos meus membros de sofrer por ti; amo a tua alma tão ternamente que, em vez de te perder, deixar-me-ia crucificar de novo, se isso fosse possível."

— Revelações Celestes (Revelationes), Livro I, cap. 1

"Ó meus amigos! Amo as minhas ovelhas tão ternamente que, se me fosse possível morrer por cada uma delas, individualmente, aquela mesma morte que sofri na cruz por todas, eu o faria, para redimi-las em vez de perdê-las."

— Revelações Celestes (Revelationes), Livro I, cap. 59

"Quando a Virgem percebeu que dera à luz, inclinou logo a cabeça e, juntando as mãos, adorou o seu Filho com grande respeito e reverência, dizendo: “Bem-vindo, meu Deus, meu Senhor e meu Filho.”"

— Revelações Celestes (Revelationes), Livro VII, cap. 21 (visão da Natividade em Belém)
Frases célebres

Frases para guardar e compartilhar

Frases curtas para ler em silêncio, copiar, compartilhar e levar consigo.

Todas 2 Compaixão de Maria, corredenção, Paixão 1 Paixão, Dores de Maria 1

"Assim como Adão e Eva venderam o mundo por uma maçã, assim o meu Filho e eu redimimos o mundo, por assim dizer, com um só coração."

Revelações Celestes (Revelationes), Livro I (palavras da Virgem sobre a sua compaixão)

"Vê, minha filha, o que o meu Filho suportou por ti."

Revelações Celestes (Revelationes), Livro I, cap. 10 (palavras da Virgem sobre a Paixão)
Influência

A rede de influências espirituais

Ninguém é santo sozinho. Recebeu uma herança — e a transformou em legado.

Quem o influenciou

Mestres e encontros decisivos

A formação espiritual de Santa Brígida foi marcada pela sólida educação cristã de uma família aristocrática sueca devota e pelo seu casamento com Ulf Gudmarsson, com quem partilhou uma vida de oração, estudo da Sagrada Escritura, mortificação e caridade. A peregrinação a Santiago de Compostela em 1341, feita com o marido, encerrou simbolicamente uma etapa de sua vida e preparou a nova missão que se abriria com a viuvez.Sua viuvez transcorreu junto ao mosteiro cisterciense de Alvastra, ambiente que influenciou a sua ascese e devoção. Teve como diretores espirituais e teólogos de confiança o mestre Mateus, cônego de Linköping — eminente teólogo que a orientou e compôs o prólogo das Revelações —, e Pedro (Petrus Olavi), prior de Alvastra, seu confessor; foram eles que registraram e traduziram para o latim as suas revelações. Sobre esse alicerce, Brígida bebeu da grande tradição mística e profética anterior, a ponto de João Paulo II reconhecer que, por vezes, a sua voz parecia ecoar a dos grandes profetas de outrora.

Quem ele influenciou

Discípulos e herdeiros através dos séculos

A influência de Santa Brígida marcou profundamente a Igreja e a cultura europeia. Sua visão da Natividade em Belém transformou a iconografia cristã: até o século XIV a arte ocidental representava a Virgem reclinada no leito após o parto; a partir das suas Revelações tornou-se costume mostrar Maria e José ajoelhados em adoração diante do Menino nu e resplandecente — a chamada Adoração do Menino, que se tornou uma das representações mais comuns da Natividade nos séculos XV e XVI.Suas Revelações Celestes, traduzidas para o latim pelos seus diretores espirituais, gozaram de enorme difusão na Idade Média e moldaram a piedade europeia em torno da Paixão e dos sofrimentos de Cristo. A elas liga-se também a tradição devocional das chamadas “Quinze Orações de Santa Brígida”, sobre os sofrimentos do Senhor, de larga circulação popular.Fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador (Brigidinas), cujo mosteiro principal foi Vadstena, Brígida deu origem a uma família religiosa que se espalhou pela Europa. Em 1999, São João Paulo II proclamou-a copadroeira da Europa, ao lado de Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz, reconhecendo-a como figura emblemática de um momento crítico do segundo milênio e como preciosa “ponte” ecumênica entre as Igrejas.

Debates

Debates e controvérsias

As polêmicas começam ainda em vida — e nunca cessaram. Separamos as históricas (resolvidas pelo Magistério) das contemporâneas (em aberto).

Controvérsias históricas

Os grandes embates de seu tempo

O exame da autenticidade das Revelações

Por se tratar de revelações privadas atribuídas a uma mística, as Revelationes de Santa Brígida foram, no século XV, objeto de escrutínio oficial da Igreja quanto à sua ortodoxia e autenticidade. O debate desenrolou-se sobretudo no contexto dos grandes concílios:

  1. Concílio de Constança (1414–1418): a canonização de Brígida, feita por Bonifácio IX em 1391, foi reexaminada e confirmada.
  2. Concílio de Basileia (década de 1430): diante de novas discussões sobre os seus escritos, a ortodoxia das Revelações foi defendida e reafirmada. Entre os teólogos que as defenderam destacou-se o dominicano Juan de Torquemada (depois cardeal), autor de uma defesa das Revelações (Declarationes revelationum sanctae Birgittae).


A cautela da Igreja com a revelação privada

A própria Igreja, ao reconhecer a santidade de Brígida, sempre distinguiu o culto à santa do juízo sobre o conteúdo particular das suas visões: reconheceu a sua santidade sem se pronunciar sobre cada uma das suas revelações, aceitando a autenticidade global da experiência interior. Essa prudência exprime a doutrina constante de que as revelações privadas não pertencem ao depósito da fé.

Controvérsias contemporâneas

Polêmicas ainda em aberto

Recepção ecumênica

Por ser a santa nacional da Suécia, Santa Brígida é venerada também por luteranos, e a sua figura tornou-se ponto de encontro entre católicos e protestantes nos países nórdicos. Na celebração de 1999, em que foi lembrada como copadroeira da Europa, participaram os mais altos representantes das Igrejas luteranas da Suécia e da Finlândia, e João Paulo II apresentou-a como “ponte” ecumênica e testemunha da unidade dos cristãos. A leitura ecumênica da sua herança permanece um campo vivo de diálogo.


As Revelações e o papel da mulher mística e leiga

A recepção atual das Revelações oscila entre a leitura devocional, a investigação histórico-literária e o estudo teológico das revelações privadas, sempre à luz do princípio de que elas não acrescentam nada ao depósito da fé. Ao mesmo tempo, Brígida — esposa, mãe, viúva e fundadora — tornou-se referência nos debates sobre o lugar da mulher, da experiência mística e do laicato na vida e na missão da Igreja.

Patronatos

Patronatos e causas de intercessão

Patronatos oficiais (proclamados pela Igreja) e intercessões populares (sancionadas pela prática secular).

Patronato oficial

Proclamados pela Santa Sé ou tradição litúrgica firmemente estabelecida.

  • Suécia
  • Copadroeira da Europa

🕯️ Intercessões populares

Causas pelas quais a tradição popular invoca o santo.

  • Marinheiros
Relíquias

Relíquias e locais de devoção

Conhecer onde estão suas relíquias é conhecer a história espalhada da Igreja.

peregrinacao

Casa de Santa Brígida (local da morte)

Piazza Farnese, Roma, Itália · 1350 – 23 de julho de 1373 (morte)

Casa onde Santa Brígida viveu com a filha Santa Catarina desde por volta de 1350 e onde morreu em 23 de julho de 1373. O imóvel, na Piazza Farnese, foi deixado ao mosteiro de Vadstena como hospital para peregrinos suecos; ainda hoje é a Casa di Santa Brigida, onde se podem visitar as celas de Brígida e de Catarina e a igreja dedicada à santa.

sepultamento original

Sepultamento provisório em San Lorenzo in Panisperna

Roma, Itália · 1373 – 1374

Após a morte, em 23 de julho de 1373, o corpo de Santa Brígida foi sepultado provisoriamente na igreja das Clarissas de San Lorenzo in Panisperna, em Roma, onde existe ainda a capela de Santa Brígida da Suécia. Ali o corpo permaneceu até a translação para a Suécia, no ano seguinte.

translacao

Translação das relíquias para Vadstena

Vadstena, Suécia · Fim de 1373 (partida de Roma) – 1374 (chegada a Vadstena)

No fim de 1373, os filhos de Brígida, Birger e Santa Catarina (Karin), acompanhados dos confessores, partiram de Roma levando os restos mortais da santa, que chegaram ao mosteiro de Vadstena — sede da Ordem do Santíssimo Salvador, por ela fundada — em 1374.

translacao

Relicário atual na Igreja do Mosteiro de Vadstena (Blåkyrkan)

Vadstena, Suécia · 1394 (translação solene) – hoje

Após a canonização em 1391, as relíquias foram solenemente trasladadas para a igreja da abadia em 1394, em um relicário de madeira forrado de veludo vermelho. O caixão guarda restos atribuídos a Santa Brígida e à filha Santa Catarina. A igreja é popularmente chamada de Blåkyrkan (Igreja Azul), pela pedra azulada de que é feita.

peregrinacao

Relíquias dispersas (catedrais e mosteiros brigidinos)

Lund e Linköping (Suécia) e mosteiros brigidinos · Idade Média – hoje

Pequenas relíquias de Santa Brígida foram veneradas em várias outras igrejas: havia relicários de prata representando a mão de Brígida nas catedrais de Lund e de Linköping, e em cada mosteiro brigidino há ao menos uma relíquia da santa.

Onde está Brígida da Suécia hoje

Mini-mapa visual: itinerário das relíquias e principais santuários (ilustrativo, não cartograficamente preciso).

Piazza Farnese, Roma, Itália
1350 – 23 de julho de 1373 (morte)
Roma, Itália
1373 – 1374
Vadstena, Suécia
Fim de 1373 (partida de Roma) – 1374 (chegada a Vadstena)
Vadstena, Suécia
1394 (translação solene) – hoje
Local atual (Arca) Sepultamento original Pontos secundários
Curiosidades

Curiosidades sobre Brígida da Suécia

Fatos pouco conhecidos — pequenas janelas para a humanidade do santo.

🎨

A visão da Natividade que Brígida teve em Belém transformou a iconografia ocidental: a partir dela, passou-se a representar o Menino Jesus deitado nu sobre o chão, emanando luz própria, com Maria ajoelhada em adoração e José ao lado — substituindo as cenas anteriores em que Maria repousava reclinada.

🇪🇺

É uma das seis padroeiras e padroeiros da Europa: foi proclamada copadroeira por São João Paulo II em 1º de outubro de 1999, junto de Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), somando-se a São Bento, Cirilo e Metódio.

👩‍👧

Mãe e filha são santas: Brígida foi esposa e mãe de oito filhos, e uma de suas filhas é Santa Catarina da Suécia (de Vadstena), que se tornou a primeira superiora do mosteiro de Vadstena.

⚰️

Morreu em Roma, em 23 de julho de 1373, mas seu desejo era voltar à Suécia: no ano seguinte (1374) seus restos mortais foram levados de Roma para o mosteiro de Vadstena, onde repousam.

Santa nacional da Suécia, é venerada até hoje por católicos e luteranos: a Abadia de Vadstena tornou-se igreja paroquial luterana após a Reforma, mas suas relíquias continuam sendo objeto de veneração por peregrinos de ambas as confissões.

👰

Antes de fundar sua ordem, viveu como esposa e dama da corte: casou-se jovem com Ulf Gudmarsson, teve oito filhos e, com o marido, peregrinou a Santiago de Compostela; só após enviuvar dedicou-se inteiramente à vida religiosa.

Para estudar mais

Fontes e referências

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