São Pedro (exorcista)
São Pedro, exorcista, e São Marcelino, presbítero, sofreram o martírio em Roma sob Diocleciano. O Martirológio destaca que ambos instruíam os cristãos presos na fé; a tradição associa o caráter “escondido” ao modo como os corpos foram ocultados antes do recolhimento final e da veneração.
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O que se sabe
Vida adulta e missão principal
No testemunho litúrgico, Pedro é recordado como exorcista. Mesmo sob encarceramento, ele exerceu o ministério de instruir na fé os demais prisioneiros.
Lutas, controvérsias ou perseguições
Pedro foi submetido ao regime de prisão e tormentos durante a perseguição de Diocleciano. Ele foi acorrentado, torturado e, por fim, decapitado por ordem do juiz Sérvio (ou Serenus), no local identificado pelo Martirológio como “Floresta Negra”, posteriormente chamado “Floresta Branca”.
A celebração do Missal Romano situa o martírio em Roma, na Via Casilina, na localidade de Tor Pignattara, entre os anos 303 e 305.
A tradição hagiográfica preservada relata que as autoridades tentaram esconder os corpos para que permanecessem ocultos e não fossem profanados. Mais tarde, os restos mortais foram recolhidos com devoção pelos cristãos.
Últimos anos e legado
O Martirológio afirma que os corpos foram depositados em uma cripta próxima a São Tibúrcio, e que o Papa Dâmaso compôs um epitáfio em verso para o túmulo.
A tradição conservada registra a existência de um culto ativo em Roma e a preservação do testemunho desses santos por meio da veneração de seu sepulcro.
No plano litúrgico, Pedro é celebrado conjuntamente com Marcelino no dia 2 de junho, figurando na tradição romana do culto dos mártires e sendo citado nominalmente no Cânon Romano.
O contexto
A perseguição de Diocleciano implicou que cristãos fossem aprisionados e submetidos a tormentos, com execuções públicas e tentativa de ocultação/controle do sepultamento. Nesse ambiente, Pedro é lembrado como testemunha que instruía na fé mesmo na prisão.
Período histórico
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