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Medalius · Codex de Personalidades · Santa Áurea de Paris
Santa Áurea de Paris

François Bellin · fonte · CC BY SA

◐ Verbete reduzido
Período
Séc. VI–VII
Lugar
Paris, França
Estado canônico
Santo
Personalidade · Atribuição incerta

Santa Áurea de Paris

Séc. VI–VII · Paris, França

Santa Áurea de Paris (em latim, Aurea; † 4 de outubro de 666) foi a primeira abadessa do mosteiro de Saint-Martial, em Paris, fundado por Santo Elígio (Eloi) sob a regra de São Columbano. Dirigiu a comunidade de virgens por cerca de trinta e três anos e morreu, com muitas de suas irmãs, durante a peste que assolou a cidade.

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O que se sabe

Origens e Vocação

Áurea (em latim, Aurea) nasceu no início do século VII. Segundo a tradição hagiográfica ligada a Santo Audoeno (Ouen) e a Jonas de Bobbio, teria chegado a Paris vinda do Oriente. Consagrou-se desde cedo à vida religiosa, num tempo em que floresciam na Gália os mosteiros inspirados na disciplina monástica de São Columbano de Luxeuil.

Abadessa de Saint-Martial

Por volta de 633, Santo Elígio (Eloi de Noyon), homem de confiança do rei Dagoberto, fundou em Paris um mosteiro feminino que recebeu o nome de Saint-Martial, em memória de suas origens limosinas. Para presidir àquela casa, que reuniu uma numerosa comunidade de virgens consagradas — segundo a tradição, cerca de trezentas —, Elígio designou Áurea como primeira abadessa. A comunidade vivia sob a regra de São Columbano e dispunha de duas igrejas: uma na cidade, dedicada a São Marcial, onde se cantava o ofício, e outra dedicada a São Paulo. Áurea governou o mosteiro com prudência e zelo durante cerca de trinta e três anos.

Morte e Legado

Em 666, uma epidemia de peste devastou Paris. Áurea sucumbiu ao contágio a 4 de outubro daquele ano, juntamente com grande parte de suas irmãs. Foi desde cedo venerada como santa; suas relíquias foram conservadas em Paris, ligadas à memória de Santo Elígio. Sua festa é celebrada a 4 de outubro. A iconografia a representa como abadessa portando uma cruz, como na pintura mural do século XVII conservada na igreja românica de Tohogne (Durbuy), na Bélgica.

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