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Medalius · Codex de Personalidades · São Maximiano de Bagai
M.
◐ Verbete reduzido
Período
Séc. IV–V
Lugar
Bagai, Numídia (Argélia)
Estado canônico
Santo
Personalidade · Atribuição incerta

São Maximiano de Bagai

Séc. IV–V · Bagai, Numídia (Argélia)

Bispo católico de Bagai, na Numídia (norte da África, actual Argélia), que viveu no início do século V. Convertido do donatismo à Igreja católica, foi alvo de repetidas violências por parte dos donatistas e dos circunceliões. Santo Agostinho, que dele se ocupou, dizia que tinha mais cicatrizes do que membros. A Igreja venera-o como santo, com memória a 3 de Outubro.

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O que se sabe

Origem e Vocação

Maximiano (em latim, Maximianus Bagaiensis) foi bispo de Bagai, antiga cidade da Numídia, na região do norte da África que corresponde hoje à Argélia. A sua diocese fora, durante muito tempo, um dos grandes redutos do donatismo, o cisma que então dividia a Igreja africana. Por volta do ano 401, Maximiano abandonou o donatismo e regressou à comunhão com a Igreja católica, tornando-se uma figura de relevo na defesa da unidade da fé na sua terra.

Missão e Perseguição

A sua adesão à Igreja católica fez dele alvo do ódio dos antigos correligionários. Foi atacado dentro da própria catedral por uma turba donatista armada de paus e espadas, ficando gravemente ferido, e só escapou com vida porque fiéis católicos o resgataram. Noutra ocasião, depois de uma disputa em torno de um templo, uma turba de circunceliões arrastou-o ao alto de uma torre, de onde o precipitou; dado por morto, foi recolhido por uns transeuntes que o acolheram, e acabou por recuperar a saúde. A crueldade destes ataques é referida por Santo Agostinho, bispo de Hipona, que terá dito dele possuir mais cicatrizes do que membros.

Morte e Legado

Apesar de tudo o que sofreu, Maximiano não desistiu de lutar pela fé católica. Por volta de 404, dirigiu-se à corte imperial e apelou ao imperador Honório, contribuindo para que fossem renovadas e reforçadas as leis contra os donatistas. A tradição situa a sua morte por volta do ano 410. O Martirológio Romano recorda-o a 3 de Outubro como o bispo de Bagai que, repetidamente torturado pelos hereges e lançado do alto de uma torre, sobreviveu e perseverou na defesa da fé católica.

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