Santo Anastásio, o Apocrisiário
Presbítero romano e apocrisiário (enviado oficial) da Igreja Romana, discípulo e companheiro de São Máximo Confessor na defesa da fé católica contra o monotelismo. Por causa dessa confissão sofreu julgamento, mutilação e exílio, morrendo em 666 na região do Cáucaso, na atual Geórgia.
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O que se sabe
Vocação e serviço à Igreja Romana
Santo Anastásio, conhecido como "o Apocrisiário", viveu no século VII, em meio às grandes controvérsias cristológicas que então agitavam a cristandade. Presbítero ligado à Igreja de Roma, exerceu o ofício de apocrisiário — o representante ou enviado oficial da Sé Romana, espécie de núncio encarregado de tratar dos assuntos eclesiásticos junto à corte imperial e às outras Igrejas. Distingue-se de outro discípulo homônimo, conhecido como Anastásio, o Monge, que partilhou com ele os mesmos sofrimentos.
Companheiro de São Máximo Confessor
Anastásio uniu-se a São Máximo Confessor na firme defesa da fé católica contra o monotelismo, a doutrina que negava em Cristo a existência de uma vontade humana íntegra ao lado da vontade divina. Fiel à doutrina das duas vontades (diotelismo), confirmada depois pelo Terceiro Concílio de Constantinopla, Anastásio acompanhou Máximo nas suas provações, partilhando com ele a sorte do interrogatório, da condenação e do exílio. Por sua confissão da fé sofreu também a mutilação, sinal vivo do testemunho que dava com a própria vida.
Exílio, morte e legado
Condenado por permanecer fiel à reta doutrina, Anastásio foi desterrado para a região da Lázica, ou Cólquida, no Cáucaso, na atual Geórgia. Ali, perto da fortaleza de Schemárin, entregou a alma a Deus em 666. A tradição recorda que expirou no momento em que se pronunciava na santa Sináxis a aclamação «As coisas santas para os santos», morrendo assim em plena ação litúrgica. Sua memória é celebrada em 11 de outubro, e ele é venerado como confessor da fé, testemunha da unidade da Igreja e da integridade da confissão de Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
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