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Medalius · Codex de Personalidades · Santa Justina de Pádua
Santa Justina de Pádua

Moretto da Brescia · fonte · PD

◐ Verbete reduzido
Período
Séc. III–IV
Lugar
Pádua, Itália
Estado canônico
Santo
Personalidade · Atribuição incerta

Santa Justina de Pádua

Séc. III–IV · Pádua, Itália

Santa Justina de Pádua foi uma virgem e mártir cristã do final do século III e início do século IV, morta em Pádua durante a perseguição do imperador Diocleciano. É a padroeira da cidade de Pádua, onde a grandiosa Basílica de Santa Giustina guarda o seu corpo. Sua festa é celebrada em 7 de outubro.

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O que se sabe

Infância e Vocação

Justina viveu entre o final do século III e o início do século IV, em Pádua, então parte do Império Romano (hoje na região do Vêneto, na Itália). Segundo a tradição, nasceu de uma distinta família padovana e foi educada na fé cristã, num tempo em que o cristianismo era duramente perseguido pelas autoridades imperiais. Ainda jovem, consagrou-se a Cristo, abraçando a virgindade como expressão de sua entrega total a Deus.

Missão e Obra

Numa época marcada pelas perseguições de Diocleciano, Justina recusou-se a renegar a fé cristã e a prestar culto aos deuses pagãos. Sua firmeza diante das exigências do poder romano tornou-a testemunha corajosa do Evangelho. A recusa em sacrificar aos ídolos selou o seu destino: foi presa pelos soldados do imperador e condenada à morte por sua fidelidade a Cristo.

Morte e Legado

A tradição situa o seu martírio em 7 de outubro do ano 304, em Pádua, traspassada por uma espada. Foi sepultada perto do antigo teatro romano da cidade, e sobre o seu túmulo ergueu-se, já no século VI, um primeiro santuário, que ao longo dos séculos se tornou a imponente Basílica de Santa Giustina e um importante centro monástico beneditino. Venerada como padroeira de Pádua e invocada em toda a Igreja, Santa Justina é tradicionalmente representada como uma jovem com a palma do martírio e um punhal cravado no peito. Seu culto difundiu-se desde cedo pelo norte da Itália e ganhou destaque particular após a batalha de Lepanto (7 de outubro de 1571), travada no dia de sua festa.

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