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Medalius · Codex de Personalidades · Santa Joana Emília Villeneuve
Santa Joana Emília Villeneuve

Romitello · fonte · CC BY SA

◐ Verbete reduzido
Período
Séc. XIX
Lugar
Castres, França
Estado canônico
Santo
Personalidade · Atribuição incerta

Santa Joana Emília Villeneuve

Séc. XIX · Castres, França

Santa Joana Emília de Villeneuve (1811–1854) foi uma religiosa francesa, fundadora da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres, conhecidas como as "Irmãs Azuis", dedicadas ao serviço dos mais pobres e desfavorecidos. Canonizada pelo Papa Francisco em 2015.

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O que se sabe

Infância e Vocação

Jeanne Émilie de Villeneuve nasceu em Toulouse, na França, em 9 de março de 1811, filha de uma família nobre. Ainda menina, passou a viver no castelo de Hauterive, perto de Castres, para onde sua mãe enferma se retirara em busca de tratamento. Marcada cedo pelo luto, perdeu a mãe e uma irmã na juventude. Educada pela avó em Toulouse, regressou aos dezenove anos a Hauterive, onde assumiu o cuidado da vida familiar enquanto o pai exercia funções públicas em Castres. Atraída pela vida consagrada e pelo serviço aos pobres, amadureceu sua vocação religiosa.

Missão e Obra

Com a aprovação do seu bispo e em companhia de duas primeiras companheiras, Émilie fundou em 8 de dezembro de 1836 a Congregação de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres. Pela cor do hábito, a comunidade ficou logo conhecida como as "Irmãs Azuis de Castres". Dedicou-se à formação humana e cristã dos mais desfavorecidos, servindo jovens operárias, doentes e encarcerados. A congregação cresceu rapidamente e estendeu sua ação missionária além da França, alcançando regiões da África.

Morte e Legado

Émilie de Villeneuve faleceu em Castres em 2 de outubro de 1854, vítima de uma epidemia de cólera. Sua fama de santidade e a obra deixada às Irmãs de Nossa Senhora da Imaculada Conceição perpetuaram seu testemunho de caridade. Foi beatificada em 5 de julho de 2009, em Castres, pelo Cardeal Angelo Amato, e canonizada pelo Papa Francisco em 17 de maio de 2015, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Sua memória litúrgica é celebrada em 2 de outubro.

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