Beato Crescêncio Garcia Pobo
Presbítero da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores (amigonianos) e mártir da perseguição religiosa espanhola de 1936. Preso e fuzilado em Madrid, derramou seu sangue por Cristo. Foi beatificado em 2001 pelo Papa João Paulo II, no grupo de mártires de Valência.
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O que se sabe
Infância e Vocação
Crescêncio Garcia Pobo nasceu em 1903, em Celadas, na província de Teruel, na Espanha. Tendo ficado órfão de pai ainda criança, foi acolhido em uma instituição de caridade, onde despertou para a vida religiosa. Ingressou na Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores — conhecidos como amigonianos, fundados por São Luís Amigó —, dedicada de modo especial à educação e à reabilitação de jovens em situação difícil. Fez sua profissão religiosa em 1927 e foi ordenado sacerdote em 1928.
Missão e Obra
Como presbítero amigoniano, dedicou seu ministério principalmente ao trabalho educativo nas casas de reforma e nos reformatórios confiados à sua Congregação, acompanhando jovens marcados pela pobreza e pelo abandono. Viveu o carisma amigoniano de misericórdia e proximidade pastoral, unindo a vida sacerdotal ao serviço dos mais frágeis, na imitação da caridade de Cristo.
Martírio e Legado
Com a eclosão da perseguição religiosa na Espanha, em 1936, viu-se ameaçado por sua condição de sacerdote e religioso. Foi preso em Madrid e, no dia 3 de outubro de 1936, levado com outros presos e fuzilado em Paracuellos de Jarama, derramando o seu sangue por Cristo em ódio à fé. Sua fidelidade até a morte fez dele uma testemunha luminosa do Evangelho. Foi beatificado em 11 de março de 2001 pelo Papa João Paulo II, no grupo dos mártires de Valência (José Aparício Sanz e 232 companheiros). Sua memória é celebrada em 3 de outubro.
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